sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

“Do Treze ao Catorze...”

Leveza em serenidade nas pontas dos cascos
Eis meu guia neste ano de pesos em tonelada
Nada nem ninguém diante do caminhar incerto
Capaz de trazer receio para uma reles parada

A escrita que calada me aguardava
Desembocou pelas palavras linhas afora
Contanto histórias e enredos passados
Cheios de sentimentos mais que presentes

Aprendizado contínuo diante das lições alheias
Prática diária inserida em contexto particular
Olhos e mãos na busca pelo futuro incerto
Mente e corpo a caça da almejada evolução

Do simples dígito a somar nas folhas do calendário
A mais um ciclo importante por concluir
Planos feitos, refeitos e desfeitos
Nada fora do planejamento em clichê

Surpresas e decepções mais que comuns
Não saindo do comum apenas a certeza incansável
Da felicidade plena em braços e abraços
Sejam no enlace da carne ou do vento

Saúde em convicção...
Família em solidez...
Trabalho em crescimento...
Amor em desfecho de chaves e ouros...

A 2013, desejo o sono merecido 
A 2014, almejo o despertar impetuoso 
Aos dois, logro o sentimento em completude
A todos Nós, restam os sinceros votos de Amor e Paz

sábado, 14 de dezembro de 2013

"Namaste"

Nada traduz a complexidade de uma tênue divisão
Quando o todo sequer possui linhas em separação
Cada qual tem seu espaço em momento únicos
Neste contexto livre de rígidas e impostas dimensões

Tudo bem, sentimento dado é responsabilidade cativada
Afinal, cada Ser entrega sua essência singular
Na ânsia da reciprocidade de um mero "Namaste"
Mas, todos tem vez... Que sabe, todos até de uma vez...

Calma! É hora de gerenciar as emoções
Transitar pelas vidas em comunhão
Unindo os laços e lados em sentimentos
Com todos os poros sincronizados e em pleno vapor
A exalar o mais sincero e puro Amor

Enfim, se me entendes, entrego estas palavras
Agora, se me confundes, resta a paciência
E até, se me julgas, fique com seu umbigo
Pior, se me desprezas, próximo, é fila que anda
Mas, se me amas, prepare-se, que lhe direi o meu segredo

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

"Zodíaco"

Era uma vez...
Um Aquário fechado em paredes rígidas
Alicerçadas pelos signos sem pé nem cabeça
Que desfilaram em seu zodíaco ainda por preencher
Tornando sua nova Era apenas vã filosofia

Mas, mesmo com todas as defesas e resistências
Aquariano não aceita solidão em companhia
Afinal, a carência é seu maior adjetivo astral
E, nem toda a sua intelectualidade em teoria
Conseguia convencer sua tamanha reclusão

Diante de todas as barreiras erguidas
Nada de roteiros falidos à mesmice
Longe em léguas de cotidianos em repetição
Nenhuma chance para futuros em contradição
Tudo a vista! Tudo a prova!

Aquariano gosta do desafio da diferença
O cara a cara sem contornos de meias palavras
Olhos esbugalhados na franqueza das atitudes
Lealdade sem medos ou preconceitos
Sem espaço para incertezas ao vento

Tempo que passa... Tempo que amadurece...
Enfim, o Aquário encontra sua balança
Nos pesos de uma bela e desconfiada libriana
Libra de antigas paqueras em único ângulo
Apenas no prisma do aquariano em admiração

Mas tudo tem seu momento em simples contexto
Nada é por acaso, até porque o acaso em nada consiste
Chegou a hora de fazer desta Libra algo especial
Mulher e menina que fazem jus a sua natureza zodiacal
Literalmente, delineada em seu pulso por pulsar

Libriana convicta em seu idealismo peculiar
Ao mesmo tempo, louca por braços que a suporte
Diante de suas inseguranças e receios a dar e vender
Muito bem maquiados em sua expressão segura
Firme em seu contraponto necessário

Libra e Aquário em rendição ao puro sentimento
Negativos que se curvam diante dos positivos
Signos opostos em perfeita sintonia
Longe dos paradigmas astrais do certo ou errado
Conquistas diárias em entrega à sutil e ardente paixão

Nada mais de incertezas seja qual for o vértice
Apenas certezas quaisquer sejam as estações 
Roteiro por escrever o "Felizes Para Sempre"
Ao aquariano, os pesos... À libriana, os braços...
Ao Zodíaco, um novo Amor...

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

"Apaixonante Insônia"

Permaneço a observar seu sono 
Espreitando seu olhar cerrado na escuridão
Na ânsia por alcançar o fim do pensamento
Curioso por entender toda sua completude

Seguro dentro da insegurança comum
Lanço minhas idéias em sua calmaria siciliana
Buscando as origens para todos os sentimentos
Respostas para tudo isto que sinto por ti

Acabo por constatar que jamais encontrarei
O quando... O como... O porquê...
E, cansado, mais uma vez te abraço
Em mais uma noite de apaixonante insônia

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

"Parado"

Parado diante do fato... 
Opto pelo recuo à minha insignificância
A qual, para mim, tanto significa
Assim, evito egos e umbigos
Quase sempre inflamados e enaltecidos 

Parado, não julgo... Parado, apenas observo...
Sigo na entrega aos dilemas de cabeceira
Sem receio ou medo dos seus desfechos
Dando o tom da minha incurável autenticidade
Transparência que traz, em mim, toda diferença

Parado, insisto... Parado, ratifico... 
E, contemplo o sussurro do aprendizado
Relembro as baixas de um tempo passado
Enalteço as vitórias de um presente arrastado
Reservo, ao dito futuro, o sonho do inesperado 

Se parado permanecerei?
Nem mesmo ainda sei
Na verdade, lhes confessarei
Que parado nunca estive
Apenas cansei de correr

terça-feira, 12 de novembro de 2013

"Sonho"

Certo dia, sonhei...
Hoje, acordei!
Mas logo percebi,
Que aquele sonho
Ainda estava a sonhar

Se quero dormir novamente?
Não sei...
Acordar, muito menos...
Vai que o sonho acabe por acabar?
Pior, e se um outro sonho vier a me dominar?

Seria bom? Seria ruim?
Melhor não arriscar
Afinal...
Sonhar não custa nada
Já clama o ditado popular

Uma hora, sei o despertador soará
Uma hora, o sono derrubar-me-á
E o que virá?
Uma nova realidade por viver
Quem sabe até um pesadelo por enfrentar

Mas quer saber, o importante é sonhar
Sonhos dentro de realidades
Realidades dentro de sonhos
Bons ou ruins, reais ou irreais, enfrento tudo!
Desde que você, aqui, esteja para compartilhar...

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

"A Mão"

A mão que segurou meu berço...
Mesmo quando todos não mais toleravam meus choros
A mão que segurou meus impulsos...
Mesmo quando todos não mais suportavam meus ímpetos
A mão que segurou meus receios...
Mesmo quando todos não mais apoiavam meus desafios
A mão que segurou minhas conquistas...
Mesmo quando todos não mais estavam por comemorar
A mão que segurou meus filhos...
Mesmo quando todos não mais acordavam para auxiliar
A mão que segurou minhas derrotas...
Mesmo quando todos não mais dispunham a auxiliar
A mão que segurou minha voltas por cima...
Mesmo quando todos não mais acreditam em renovação

A mão de uma Mãe...
A mão de uma Avó...
A mão de uma Companheira...
A mão de uma Amiga...
A mão de um Amor...
A mão de uma Maria...
A mão de uma Socorro...
A mão de uma Barboza...
A mão da minha Mãe...
A mão que a minha própria Mão...

Parabéns para Minha Mãe
Parabéns para Dona Socorro
Parabéns por mais este 06 de Novembro 
Parabéns por nos brindar com sua presença

terça-feira, 5 de novembro de 2013

"Serena Paixão"

A serenidade que antes fazia contraponto,
Agora, faz-se ponto... 
Ponto de equilíbrio!
Sereno controle diante do inevitável descontrole
Serena frieza diante do calor apaixonante 

Ponto, agora não mais contraponto...
Que traz consigo a face serena deste meu Eu Apaixonado
Que revela, em segredo, a ardência deste meu Eu Sereno
Eu´s, em comunhão, consumindo esta serena paixão
Em seu ardor, por si só, serenamente apaixonante

"Dias"

Dias e dias que já não mais se sucedem
Afinal, chegastes, e já tão breve impusestes
Mudança em um pensamento cansado e arrastado
Por vezes, repetido dentre lacunas de um passado

A cada dia, seu olhar traz mais conteúdo
A cada dia, sua voz sintoniza mais melodia
A cada dia, seu toque passa mais intensidade
A cada dia, sua presença impõe mais reciprocidade
A cada dia, seu cheiro exala mais sensualidade
A cada dia, sua ausência estimula mais saudades

Não mais me agarro ao "Nada como um dia após o outro..."
Isso já faz parte de um tempo distante de reticências
Agora, após, em minha vida, você chegar
Presente e futuro apenas insistem em exclamar

"Tudo, absolutamente tudo, como um dia após o outro!
Desde que, cada um destes dias seja sempre ao seu lado!"

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

"Cabocla"

Credito ao tempo
O preço de um passado perdido no vácuo
Fruto de uma estupidez viscerosa
Inerte diante de meros sofismas da carne

Vivo um novo momento aberto à plenitude
Inebriado por uma beleza única e exalante
Presente em simples tons de menina
Intensa e marcante em suas cores caboclas

Jamais permitirei este sopro calar
Pois, mesmo com os pés no chão da experiência
Deixar-me-ei levitar em seu perfume
Doce e, por vezes, azedo em sua perfeição

A vida nos trás o possível
Mas, cabe a nós fazer até o impossível
E, só assim, pode-se almejar em futuro
A possibilidade de um novo Amor compartilhar

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

"Flash Back"

Uma barba preguiçosa de segunda-feira por barbear
Aquele velho rádio de costume sempre ao pé do ouvido
Ritual rotineiro e imperceptível por executar
Tarefa sem maiores pretensões em seu tom melancólico
Mais um dia normal a seguir e acordar

Eis que, literalmente em Flash Back, ouço uma canção inocente
Sorrateira, tocando suavemente em sua despretensão envolvente
Imediata foi minha volta em tempo e momento 
Um mero hit, que nem mesmo um dia se quer foi sucesso
Mas que trouxe de volta melodias em meu Hit Parede

Tamanha foi a viagem que me fez o sono passar
Inúmeras sensações que a porta do banheiro desejavam derrubar 
Invadindo a inquietude daquela pobre fechadura cerrada
Meu pobre cavanhaque quase não consegui delinear
E inevitável, mesmo, foi em minha vã filosofia não filosofar 

Qual o maior desafio da ciência humana? Pensei comigo...
Será um dia possível controlar a cronologia do tempo?
Algum mecanismo inovador que nos remeta ao passado?
Mas enfim...
Porque o Homem ainda perde seu próprio tempo pensando no tempo?

Afinal, tal máquina, ferramenta ou mecanismo já está entre nós
Seguindo silencioso e presente em nosso dia-a-dia
Em paradoxo de silêncio ao som de uma bela canção
Algo simples, mas que acabei por experimentar 
Algo palpável, mas que acabei por notar

Viajei em tempo e espaço em uma simples melodia
E nem mesmo com a física precisei duelar
Mas, quem nunca reviveu aquele momento ao ouvir um simples arranjo?
Quantos nunca desejaram ver sua vida, em um clipe, contar?
Jogue a primeira pedra aquele que nunca disse "Minha música irei colocar..."

Música, música, música... Em seus tons e diversidades...
A mais bela concepção de ciência e arte em plenitude
Penetrante ao fechar dos olhos e dimensões
Refrões que nos permitem reviver ínfimas sensações e sentimentos
Desafiando seja qual for o tempo onde estejam guardados por tocar

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

“Serena Neutralidade”

Cada nada representa mais que um tudo
Quando se busca a neutralidade em plenitude
Rever aquelas fotos forçadas e perdidas em um dia sofrido
Tem a mesma importância diante dos álbuns de fachada
Expressões forjadas em sorrisos rodeados
Escondendo lágrimas ainda por enxugar
E enxuto é este mesmo sorriso
Que espera novas lágrimas apenas por secar

Estar bem, quando se está mal
E porque não, estar mal quando se está bem
Completude diante de uma incompletude madura
Completa apenas com o ponto imutável e despretensioso
O neutro e sua origem sem balanços
Ser neutro, não necessariamente com sinônimo de frieza
Ser sereno, mas jamais vestindo a inércia da indiferença
Apenas interpretar, resumir e seguir... O bom ou o ruim...

Neutralidade que, em vice-versa, trás a serenidade intangível
Choros e sorrisos unidos ou não, sejam por dentro ou por fora
Tudo diante do dito acaso casual ou planejado
Acasos de leões, paixões e jargões
Algo por vir, por viver, por ganhar e por perder
Só peço que o acaso não se encabule, e persista
Se aprochegue sem medos ou desconfianças
Só não se esqueça de trazer consigo seus nadas e seus tudos

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

"Quem Passa"

Quem passa traz sua letra ao nosso alfabeto ainda por alfabetizar
Quem passa escreve suas palavras em nosso roteiro inacabado
Quem passa encaixa sua peça em nosso quebra-cabeças embaralhado
Quem passa constrói seu novo dentro do nosso antigo enfadado
Quem passa carimba sua exclusividade naquilo que nos é exclusivo, a vida
Quem passa adiciona seu legado à nossa continuidade inevitável
Quem passa permite, com seu passado, a existência do nosso presente e futuro

Quem passa jamais ultrapassa o tempo do seu tempo
Quem passa possui a mesma valia de quem chega
Quem passa nunca deve achar que já passou
Quem passa, na verdade, fica!

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

"Surpresa"

Como é instigante a surpresa em surpreender
Como é excitante a surpresa em ser surpreendido
Momento único, quando a surpresa de um olhar inocente
É surpreendida em plena sintonia de pupilas e cristalinos 
Instante único, quando a surpresa de uma palavra
É surpreendida na completude de uma frase

Por vezes, ver e não poder falar...
Por vezes, falar e não poder ver...
Enfim, um encontro em liberdade de sentidos
Daquele improvável roteiro de Blockbuster
A uma realidade intensa e morena por viver
Pura fusão de tempos e momentos sob absoluta identificação

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

"Calado Silêncio"

Silêncio!
Silêncio diante dos críticos auto-proclamados...
Silêncio contra a imposição dos jargões falidos...
Silêncio frente à pequenez da rotina comum...
Silêncio perante a mudez das palavras alheias...

Jamais me contentarei com a mesmice
Jamais me satisfarei com o óbvio
Jamais me identificarei com a dita referência
Jamais me acostumarei com a comodidade do vazio

Ser diferente exige a personalidade do isolamento
Fazer diferente exige a atitude do andarilho
Viver diferente exige a perseverança do sonhador
Amar diferente exige a maturidade da intuição

Com isso, não quero julgar o oposto
Afinal, não condiz impor o pensamento
Nada de generalismos diante de um todo
Apenas a constatação de uma maioria em exceção

Mas, calado estou, e calado ficarei...
Calado, posso ser...
Calado, posso fazer...
Calado, posso viver...
Calado, posso amar...

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

"Sua Boca"

Uma boca que se delicia em seus lábios
Carnudos e delineados em sua expressão singular
Espelho perfeito de sua austera personalidade 
Neutra, sempre em análise de sentimentos e emoções

Uma boca em princípio de absoluto silêncio 
Matando, em piolhos, com o vazio de sua quietude
Angustiante é a sensação por jamais ouvir suas palavras
Segurança, apenas, no fio de uma esperança porvir

Uma boca em momentos de puro suspense em reflexão
Diga-me, logo, aquilo que preciso ouvir!
Dai-me, rápido, aquilo que sonhei sentir!
Solte, enfim, aquilo que pensas de mim!

Uma boca em opostos projetados em sensações
Das impossibilidades de um destino
Das possibilidades de um momento
Das serenidades de uma realidade

Uma boca, por fim, em cruel e fria constatação
Derrubando o céu diante da impiedosa verdade
Constatando a obviedade do óbvio ululante
Acabando com o fio, se é que um dia este fio sequer existiu

Uma boca que traz infinito ao finito...
Uma boca que traz pensamentos ao impensado...
Uma boca que traz desejo ao proibido...
Uma boca que traz gosto ao sonhado...
Uma boca que traz poesia ao dito poeta...
Uma boca que traz palavras ao dito escritor...
Uma boca que traz completude em sua simples perfeição...

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

"Comunhão"

Sinto-me cansado do meu próprio discurso
Sinto-me cansado da sua frieza em respostas
Sinto-me cansado da parede que ergues em minha face
Sinto-me cansado de ser um vazio em teus pensamentos

Hei de encontrar o ponto
Hei de encontrar o momento
Hei de encontrar o lugar
Hei de encontrar o linguajar

Se, até lá, irei persistir? Não sei...
Se, até lá, irei desistir? Talvez...
O que sei, é que irei alcançar o equilíbrio e a comunhão
Entre as palavras em minha boca e o silêncio em teus ouvidos

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

"O Bobo e A Corte"

Hoje, decidi!
Na verdade, já havia decidido há tempos
Mas, hoje decidi, de vez, o já decidido

Cansei de ser o Bobo
Cansei de ser a Corte
Cansei de ser aquilo que gosto de ser
Cansei de ser aquilo que tenho de melhor
Cansei de ser aquilo que, até, penso ser

Sei que, mais difícil que a decisão, é manter-se decidido
Mas, serei decidido, e seguirei...
Minha decisão, por vezes, já decidida

Desisto da busca de aceitação do Bobo pela Corte
Desisto da busca de aceitação da Corte pelo Bobo
Afinal, Bobo é quem pensa que o outro é Bobo
Pior, é quem pensa que pertence a uma Corte
Nem Bobo, muito menos Corte...

Hoje, decido!
Decido pela simples simplicidade do Povo
E, amanhã? Amanhã, me resta continuar decidido...

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

"Saudades"

Saudades de compartilhar o íntimo do medo
Saudades de conversas de travesseiro
Saudades de eternizar a noite em dia
Saudades de um “bom dia” em companhia
Saudades de momentos ainda sequer vividos
Saudades de sonhos em realidades
Saudades de alguém que está ao lado
Saudades de sentir saudades

Nada mais de argumentos e explicações
Nada mais de julgamentos e condenações
Nada mais de tentativas e constatações
Nada mais de contextos, frases, ao menos, palavras
Nada mais de nada
Nada mais de presente
Nada mais de passado
Nada mais de futuro

Saudades... Nada mais...

"Sim"

Há exatos 11 anos, dizíamos sim ao juiz
Há exatos 11 anos, trocávamos a roupa em um supermercado
Há exatos 11 anos, íamos a Pipa em lua de mel
Há exatos 11 anos, muito aconteceu
Há exatos 11 anos, tudo mudou
Há exatos 11 anos, minha vida ganhou sentido
Há exatos 11 anos, a resposta chegou
Há exatos 11 anos, descobri o que é ser amado
Hoje, poderia desprezar o passado
Hoje, poderia esquecer estas besteira de datas
Hoje, poderia ouvir os outros
Hoje, poderia buscar a simples distância
Hoje, poderia e posso...
Hoje, poderia e até tento...
Hoje, poderia e respeito...
Hoje, poderia e faço...
Mas, quer sabe?
Hoje não!
Há exatos 11 anos, era um 21 de agosto
Há exatos 11 anos, recebi o maior "Sim" de minha vida
Há exatos 11 anos, o sonho tornou-se real

domingo, 18 de agosto de 2013

"Duelo"

Liberdade e Carência opõem-se em um duelo visceral
Cada qual com cartas e trunfos em suas mangas
A liberdade veste a armadura de uma paz interior
A carência empunha a necessidade inquietante por afeto

Como viver o livre sem carregar as amarras da carência?
Como viver o carinho sem enfrentar a invasão do seu mundo?
Existe fórmula que torne possível uma suposta paridade?
Ou a escolha indigesta exige uma inevitável opção?

Sobrevivia com este dilema astral
Hora vendo uma mão a preencher o meu vazio
Hora vendo uma tranquilidade nesta mesma solidão
Pesos mutáveis em uma balança de momentos e sentimentos

Ontem vi a lua, em uma praia simples de águas turvas
Ontem recordei que um dia já amei, sob suas claras areias
Ontem lembrei de minha casa, silenciosa e paciente a minha espera
Ontem encontrei o óbvio, em uma resposta salobra como o mar

Não existe liberdade que traga paz plena, sem o Amor
Não existe carinho que traga fim à carência, sem o Amor
O Amor verdadeiro traz liberdade por sentir carência
O Amor verdadeiro vence a carência em tons de liberdade

domingo, 11 de agosto de 2013

"Pai"

Primeiro, queremos um espermatozóide
Aquele mais robusto e presente perante milhões
Logo em seguida, queremos um marido
Um alicerce para nossa mãe tão insegura
Em pouco tempo, queremos um super-heroi
No mesmo porte daqueles dos desenhos e quadrinhos
Passam-se os anos, e queremos uma referência
A representação daquilo que imaginamos como futuro
Mais à frente, queremos um amigo
O apoio diante dos desafios sob nossos próprios pés
Não demora muito, e queremos um avô
Que possa dar barbas brancas à nossa continuidade
Ao final, todos queremos, mesmo, a completude de um Pai

Tudo bem, que nem sem sempre os momentos se completam, afinal...
Tem Pai que é apenas espermatozóide
Tem Pai que é apenas marido
Tem Pai que é apenas super-heroi
Tem Pai que é apenas referência
Tem Pai que é apenas amigo
Tem Pai que é apenas avô

Mas, o engraçado é que Pai nunca sai de moda em nossas vidas
Seja de gens ou de criação
Seja esposo ou padrasto 
Seja fraco ou forte
Seja presente ou ausente
Seja sempre ou as vezes
Seja completo ou parcelado
Seja assim ou assado
O fundamental, mesmo, é ter e viver o máximo do que representa a palavra Pai

sábado, 10 de agosto de 2013

"Primaveras"

Após longo e excitante verão, meu coração secou
Descolorido e inerte como os troncos do outono
Prostrado na vasta frieza de seu devastante inverno
Incertezas de um ciclo que insiste em não findar
Nos sucessivos insucessos das primaveras que se repetem
Perpetuando um desconhecido de sensações e estações

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

"Chance"

Como antever o certo sem dar oportunidade ao incerto?
Como galgar o depois sem presenciar o agora?
Como ver o dia sem madrugar a noite?
Como julgar o desconhecido dar vez a sua presença?
Como ser feliz sem temer a infelicidade?
Como viver a realidade sem apostar no sonho?
Como conhecer o sim sem dar chance ao talvez?

Sem oportunidade, o incerto torna-se certo...
Sem presente, o depois torna-se agora...
Sem madrugada, a noite torna-se dia...
Sem vez, a presença torna-se desconhecida...
Sem medo, a infelicidade torna-se feliz...
Sem aposta, a realidade torna-se apenas um sonho...
Sem chance, o não reina absoluto e nada mais faz sentido...

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

"Salto Alto"

Salto Alto... Se possível, agulha!
Nada, absolutamente nada, pode ser mais inebriante
Curvas em um perfil sob plena adoração
Contornos de um corpo exaltado em sua perfeição

Sábias as que acordam e adormecem nas pontas dos pés
Mesmo com todos os desconfortos e calos deste Santo Ofício
Afinal, é impossível não admitir a magia de uma panturrilha empinada
Além, claro, daquele empurrão em uma natureza as vezes não tão grata

Quão profunda minha admiração ao observar o bailar do corpo
Vestido no salto que salta aos olhos do meu desejo
Salto Alto, que jamais deixará meus devaneios em sossego
Impõe minhas saudações ao iluminado que um dia lhe concebeu

terça-feira, 30 de julho de 2013

"Finito do Infinito"

O Infinito que permite o começo onde só existe fim
O Infinito que simboliza a Divindade em sua essência
O Infinito que perpetua a continuidade do desconhecido
O Infinito que traz Oxalá em suas curvas
O Infinito que une físico ao espiritual
O Infinito que nomeia os anéis da Lemniscata

O Infinito que pulsa literalmente em seu pulso
O Infinito que passou a ser sua imagem
O Infinito que delineia seus longos e negros cabelos
O Infinito que contorna seu largo sorriso
O Infinito que oculta os seus pensamentos incertos
O Infinito que esconde seu olhar penetrante

Enfim, o Infinito tem, em você, vários Infinitos...
E, Infinito poderia ser o sentimento que guardo para lhe dar...
Uma pena sem pena... Uma lástima do dito acaso...
Saber que os Infinitos encerram-se por aqui...
Afinal, sem mesmo tentar, fui um simples Finito para você...

segunda-feira, 29 de julho de 2013

"Minha Verdade"

Vã filosofia deste mundo que não mais me convence
Inúmeras são suas rotinas vazias de eiras
Repleta de cobranças sem as devidas beiras
Trazendo consigo o padrão do nada

Incansável, luto por viver minha simples verdade diante de ti
Nesta sua vastidão de opressão sem princípio, meio ou fim
E, mesmo em meu contestado negativo, encontro o real positivo
Uma certeza inabalável diante das vossas reles incertezas

Aquele que discrimina desconhece a quem de verdade incrimina 
Aquilo que lhe parece escuro pode, sim, refletir vasta clareza
E, talvez, esta cômoda claridade que tanto lhe convém no hoje
Certa noite, além do obscuro poderá adormecer

sexta-feira, 26 de julho de 2013

"Pontuando a Vida"

Busco incansavelmente a serenidade diante das exclamações
Ao tempo, que persigo a paciência nas curvas das interrogações
Inflexível, rejeito impiedosamente a frieza dos pontos finais
Afinal, entendo que tudo tem seu momento, inclusive as vírgulas
Assim sigo, buscando as palavras do destino entre suas aspas
O que me faz viver intensamente a continuidade em suas reticências

terça-feira, 23 de julho de 2013

"Verde Olhar"

Outrora, recordei seu verde olhar
Mas logo me detive diante de seus castanhos pensamentos
Mesmo assim, ainda vislumbrei seu sorriso
Mas entristeci com sua mudez incerta

Incansável, lembrei de sua alva pele
Mas enegreci diante das suas expressões vazias
Ainda com esperanças, revivi o seu inesquecível aroma
Mas percebi uma outra fragrância nunca sentida

Quase sem forças, sonhei acordado com sua presença
Mas despertei com a simples distância
Vencido, revivi o dilema da devasta ingratidão
Mas constatei que não posso esperar aquilo que o alheio não tem para dar

Certa feita, acreditei que tu eras a pessoa certa
Mas insististe numa escolha, e, esta, nunca me convenceu
Certa feita, acreditei que tu eras a pessoa errada

Mas concluo que se houve erro, este, foi unicamente meu

terça-feira, 16 de julho de 2013

"Felicidades"

Onde encontrar a felicidade?
Quantos já se debruçaram em vã filosofia
Mentes em constante conflito por respostas
Angustiante questão inerente em cada Ser

Para o cético, um mero estado de espírito
Para o apaixonado, o saciar de um momento
Para o vaidoso, a frieza da beleza espelhada
Para o ambicioso, a cobiça do próximo degrau
Para o inseguro, a irrelevância de um outrem
Para o avarento, o cúmulo dos acúmulos
Para o pernóstico, a insegurança em atenção
Para o melancólico, o problema inexistente
Para o insatisfeito, a falta perante a presença

Perpetuação longe de um desfecho singular
De nada adianta buscar seus sentidos ou explicações
Mas, sim, encontrar qual das conclusões nos define melhor
O que nos completa, e qual nosso propósito maior?

De nada adianta um estado de espírito, sem espírito por estar
De nada adianta a paixão, sem o seguir de um momento 
De nada adianta a beleza, sem conteúdo por espelhar
De nada adianta o próximo degrau, sem a solidez do atual
De nada adianta a companhia, sem interior relevante
De nada adianta o acúmulo, sem finais a prover 
De nada adianta a atenção, sem ouvidos por ouvir
De nada adiante o problema, sem a busca pela solução 
De nada adianta a falta, sem o devido valor ao presente

Ao final, de nada adianta esta ou aquela felicidade de momento 
O inevitável vazio sempre há de nos acompanhar no porvir
Só me resta uma única conclusão por chegar
Para o Ser verdadeiramente feliz, felicidade é algo que pouco importa

sexta-feira, 12 de julho de 2013

"Sedução"

Hoje, passei o dia a observar de longe
Nossa, ela estava especialmente linda
Vida... Vida... Vida... Minha mais bela Vida...
Como não se render às tuas curvas e contornos insinuantes?
Como não se excitar por desvendar teus mais íntimos e sórdidos segredos?
Só me resta afirmar que louco é aquele que por ti não se deixa seduzir

Se em ti não tive o bem, ao aquém conseguirei chegar
Se em ti não tive o retrato, nos bastidores puderei me acomodar
Se em ti não tive a noite, de cada dia torno a desfrutar
Se em ti não tive o pai, filhos anseiam por meu colo conquistar
Se em ti não tive o sonho, uma realidade adorarei sonhar
Se em ti não tive o amor, descobrirei a arte de amar

sábado, 29 de junho de 2013

"O Amargor de um Doce"

Devastante presença nos sentidos e gestos
Pensamentos que permeiam em seus detalhes
Sopros que insistem em deleitar sua fragrância singular
Adocicada sensação de um amargador
Perfeição ao olfato inebriante 

Racionalidade que repele a imaginação
Imaginação que discrimina a razão
Perdição que opõe o desejo ao desejado
Sonho por um sonho a ser sonhado
Conclusão de um roteiro de arestas