Primeiro, queremos um espermatozóide
Aquele mais robusto e presente perante milhões
Logo em seguida, queremos um marido
Um alicerce para nossa mãe tão insegura
Em pouco tempo, queremos um super-heroi
No mesmo porte daqueles dos desenhos e quadrinhos
Passam-se os anos, e queremos uma referência
A representação daquilo que imaginamos como futuro
Mais à frente, queremos um amigo
O apoio diante dos desafios sob nossos próprios pés
Não demora muito, e queremos um avô
Que possa dar barbas brancas à nossa continuidade
Ao final, todos queremos, mesmo, a completude de um Pai
Tudo bem, que nem sem sempre os momentos se completam, afinal...
Tem Pai que é apenas espermatozóide
Tem Pai que é apenas marido
Tem Pai que é apenas super-heroi
Tem Pai que é apenas referência
Tem Pai que é apenas amigo
Tem Pai que é apenas avô
Mas, o engraçado é que Pai nunca sai de moda em nossas vidas
Seja de gens ou de criação
Seja esposo ou padrasto
Seja fraco ou forte
Seja presente ou ausente
Seja sempre ou as vezes
Seja completo ou parcelado
Seja assim ou assado
O fundamental, mesmo, é ter e viver o máximo do que representa a palavra Pai
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