Quem passa traz sua letra ao nosso alfabeto ainda por alfabetizar
Quem passa escreve suas palavras em nosso roteiro inacabado
Quem passa encaixa sua peça em nosso quebra-cabeças embaralhado
Quem passa constrói seu novo dentro do nosso antigo enfadado
Quem passa carimba sua exclusividade naquilo que nos é exclusivo, a vida
Quem passa adiciona seu legado à nossa continuidade inevitável
Quem passa permite, com seu passado, a existência do nosso presente e futuro
Quem passa jamais ultrapassa o tempo do seu tempo
Quem passa possui a mesma valia de quem chega
Quem passa nunca deve achar que já passou
Quem passa, na verdade, fica!
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
"Surpresa"
Como é instigante a surpresa em surpreender
Como é excitante a surpresa em ser surpreendido
Momento único, quando a surpresa de um olhar inocente
É surpreendida em plena sintonia de pupilas e cristalinos
Instante único, quando a surpresa de uma palavra
É surpreendida na completude de uma frase
Por vezes, ver e não poder falar...
Por vezes, falar e não poder ver...
Enfim, um encontro em liberdade de sentidos
Daquele improvável roteiro de Blockbuster
A uma realidade intensa e morena por viver
Pura fusão de tempos e momentos sob absoluta identificação
Como é excitante a surpresa em ser surpreendido
Momento único, quando a surpresa de um olhar inocente
É surpreendida em plena sintonia de pupilas e cristalinos
Instante único, quando a surpresa de uma palavra
É surpreendida na completude de uma frase
Por vezes, ver e não poder falar...
Por vezes, falar e não poder ver...
Enfim, um encontro em liberdade de sentidos
Daquele improvável roteiro de Blockbuster
A uma realidade intensa e morena por viver
Pura fusão de tempos e momentos sob absoluta identificação
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
"Calado Silêncio"
Silêncio!
Silêncio diante dos críticos auto-proclamados...
Silêncio contra a imposição dos jargões falidos...
Silêncio frente à pequenez da rotina comum...
Silêncio perante a mudez das palavras alheias...
Jamais me contentarei com a mesmice
Jamais me satisfarei com o óbvio
Jamais me identificarei com a dita referência
Jamais me acostumarei com a comodidade do vazio
Ser diferente exige a personalidade do isolamento
Fazer diferente exige a atitude do andarilho
Viver diferente exige a perseverança do sonhador
Amar diferente exige a maturidade da intuição
Com isso, não quero julgar o oposto
Afinal, não condiz impor o pensamento
Nada de generalismos diante de um todo
Apenas a constatação de uma maioria em exceção
Mas, calado estou, e calado ficarei...
Calado, posso ser...
Calado, posso fazer...
Calado, posso viver...
Calado, posso amar...
Silêncio diante dos críticos auto-proclamados...
Silêncio contra a imposição dos jargões falidos...
Silêncio frente à pequenez da rotina comum...
Silêncio perante a mudez das palavras alheias...
Jamais me contentarei com a mesmice
Jamais me satisfarei com o óbvio
Jamais me identificarei com a dita referência
Jamais me acostumarei com a comodidade do vazio
Ser diferente exige a personalidade do isolamento
Fazer diferente exige a atitude do andarilho
Viver diferente exige a perseverança do sonhador
Amar diferente exige a maturidade da intuição
Com isso, não quero julgar o oposto
Afinal, não condiz impor o pensamento
Nada de generalismos diante de um todo
Apenas a constatação de uma maioria em exceção
Mas, calado estou, e calado ficarei...
Calado, posso ser...
Calado, posso fazer...
Calado, posso viver...
Calado, posso amar...
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
"Sua Boca"
Uma boca que se delicia em seus lábios
Carnudos e delineados em sua expressão singular
Espelho perfeito de sua austera personalidade
Neutra, sempre em análise de sentimentos e emoções
Uma boca em princípio de absoluto silêncio
Matando, em piolhos, com o vazio de sua quietude
Angustiante é a sensação por jamais ouvir suas palavras
Segurança, apenas, no fio de uma esperança porvir
Uma boca em momentos de puro suspense em reflexão
Diga-me, logo, aquilo que preciso ouvir!
Dai-me, rápido, aquilo que sonhei sentir!
Solte, enfim, aquilo que pensas de mim!
Uma boca em opostos projetados em sensações
Das impossibilidades de um destino
Das possibilidades de um momento
Das serenidades de uma realidade
Uma boca, por fim, em cruel e fria constatação
Derrubando o céu diante da impiedosa verdade
Constatando a obviedade do óbvio ululante
Acabando com o fio, se é que um dia este fio sequer existiu
Uma boca que traz infinito ao finito...
Uma boca que traz pensamentos ao impensado...
Uma boca que traz desejo ao proibido...
Uma boca que traz gosto ao sonhado...
Uma boca que traz poesia ao dito poeta...
Uma boca que traz palavras ao dito escritor...
Uma boca que traz completude em sua simples perfeição...
Carnudos e delineados em sua expressão singular
Espelho perfeito de sua austera personalidade
Neutra, sempre em análise de sentimentos e emoções
Uma boca em princípio de absoluto silêncio
Matando, em piolhos, com o vazio de sua quietude
Angustiante é a sensação por jamais ouvir suas palavras
Segurança, apenas, no fio de uma esperança porvir
Uma boca em momentos de puro suspense em reflexão
Diga-me, logo, aquilo que preciso ouvir!
Dai-me, rápido, aquilo que sonhei sentir!
Solte, enfim, aquilo que pensas de mim!
Uma boca em opostos projetados em sensações
Das impossibilidades de um destino
Das possibilidades de um momento
Das serenidades de uma realidade
Uma boca, por fim, em cruel e fria constatação
Derrubando o céu diante da impiedosa verdade
Constatando a obviedade do óbvio ululante
Acabando com o fio, se é que um dia este fio sequer existiu
Uma boca que traz infinito ao finito...
Uma boca que traz pensamentos ao impensado...
Uma boca que traz desejo ao proibido...
Uma boca que traz gosto ao sonhado...
Uma boca que traz poesia ao dito poeta...
Uma boca que traz palavras ao dito escritor...
Uma boca que traz completude em sua simples perfeição...
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