Sinto-me cansado do meu próprio discurso
Sinto-me cansado da sua frieza em respostas
Sinto-me cansado da parede que ergues em minha face
Sinto-me cansado de ser um vazio em teus pensamentos
Hei de encontrar o ponto
Hei de encontrar o momento
Hei de encontrar o lugar
Hei de encontrar o linguajar
Se, até lá, irei persistir? Não sei...
Se, até lá, irei desistir? Talvez...
O que sei, é que irei alcançar o equilíbrio e a comunhão
Entre as palavras em minha boca e o silêncio em teus ouvidos
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
"O Bobo e A Corte"
Hoje, decidi!
Na verdade, já havia decidido há tempos
Mas, hoje decidi, de vez, o já decidido
Cansei de ser o Bobo
Cansei de ser a Corte
Cansei de ser aquilo que gosto de ser
Cansei de ser aquilo que tenho de melhor
Cansei de ser aquilo que, até, penso ser
Sei que, mais difícil que a decisão, é manter-se decidido
Mas, serei decidido, e seguirei...
Minha decisão, por vezes, já decidida
Desisto da busca de aceitação do Bobo pela Corte
Desisto da busca de aceitação da Corte pelo Bobo
Afinal, Bobo é quem pensa que o outro é Bobo
Pior, é quem pensa que pertence a uma Corte
Nem Bobo, muito menos Corte...
Hoje, decido!
Decido pela simples simplicidade do Povo
E, amanhã? Amanhã, me resta continuar decidido...
Na verdade, já havia decidido há tempos
Mas, hoje decidi, de vez, o já decidido
Cansei de ser o Bobo
Cansei de ser a Corte
Cansei de ser aquilo que gosto de ser
Cansei de ser aquilo que tenho de melhor
Cansei de ser aquilo que, até, penso ser
Sei que, mais difícil que a decisão, é manter-se decidido
Mas, serei decidido, e seguirei...
Minha decisão, por vezes, já decidida
Desisto da busca de aceitação do Bobo pela Corte
Desisto da busca de aceitação da Corte pelo Bobo
Afinal, Bobo é quem pensa que o outro é Bobo
Pior, é quem pensa que pertence a uma Corte
Nem Bobo, muito menos Corte...
Hoje, decido!
Decido pela simples simplicidade do Povo
E, amanhã? Amanhã, me resta continuar decidido...
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
"Saudades"
Saudades de compartilhar o íntimo do medo
Saudades de conversas de travesseiro
Saudades de eternizar a noite em dia
Saudades de um “bom dia” em companhia
Saudades de momentos ainda sequer vividos
Saudades de sonhos em realidades
Saudades de alguém que está ao lado
Saudades de sentir saudades
Nada mais de argumentos e explicações
Nada mais de julgamentos e condenações
Nada mais de tentativas e constatações
Nada mais de contextos, frases, ao menos, palavras
Nada mais de nada
Nada mais de presente
Nada mais de passado
Nada mais de futuro
Saudades... Nada mais...
Saudades de conversas de travesseiro
Saudades de eternizar a noite em dia
Saudades de um “bom dia” em companhia
Saudades de momentos ainda sequer vividos
Saudades de sonhos em realidades
Saudades de alguém que está ao lado
Saudades de sentir saudades
Nada mais de argumentos e explicações
Nada mais de julgamentos e condenações
Nada mais de tentativas e constatações
Nada mais de contextos, frases, ao menos, palavras
Nada mais de nada
Nada mais de presente
Nada mais de passado
Nada mais de futuro
Saudades... Nada mais...
"Sim"
Há exatos 11 anos, dizíamos sim ao juiz
Há exatos 11 anos, trocávamos a roupa em um supermercado
Há exatos 11 anos, íamos a Pipa em lua de mel
Há exatos 11 anos, muito aconteceu
Há exatos 11 anos, tudo mudou
Há exatos 11 anos, minha vida ganhou sentido
Há exatos 11 anos, a resposta chegou
Há exatos 11 anos, descobri o que é ser amado
Hoje, poderia desprezar o passado
Hoje, poderia esquecer estas besteira de datas
Hoje, poderia ouvir os outros
Hoje, poderia buscar a simples distância
Hoje, poderia e posso...
Hoje, poderia e até tento...
Hoje, poderia e respeito...
Hoje, poderia e faço...
Mas, quer sabe?
Hoje não!
Há exatos 11 anos, era um 21 de agosto
Há exatos 11 anos, recebi o maior "Sim" de minha vida
Há exatos 11 anos, o sonho tornou-se real
domingo, 18 de agosto de 2013
"Duelo"
Liberdade e Carência opõem-se em um duelo visceral
Cada qual com cartas e trunfos em suas mangas
A liberdade veste a armadura de uma paz interior
A carência empunha a necessidade inquietante por afeto
Como viver o livre sem carregar as amarras da carência?
Como viver o carinho sem enfrentar a invasão do seu mundo?
Existe fórmula que torne possível uma suposta paridade?
Ou a escolha indigesta exige uma inevitável opção?
Sobrevivia com este dilema astral
Hora vendo uma mão a preencher o meu vazio
Hora vendo uma tranquilidade nesta mesma solidão
Pesos mutáveis em uma balança de momentos e sentimentos
Ontem vi a lua, em uma praia simples de águas turvas
Ontem recordei que um dia já amei, sob suas claras areias
Ontem lembrei de minha casa, silenciosa e paciente a minha espera
Ontem encontrei o óbvio, em uma resposta salobra como o mar
Não existe liberdade que traga paz plena, sem o Amor
Não existe carinho que traga fim à carência, sem o Amor
O Amor verdadeiro traz liberdade por sentir carência
O Amor verdadeiro vence a carência em tons de liberdade
Cada qual com cartas e trunfos em suas mangas
A liberdade veste a armadura de uma paz interior
A carência empunha a necessidade inquietante por afeto
Como viver o livre sem carregar as amarras da carência?
Como viver o carinho sem enfrentar a invasão do seu mundo?
Existe fórmula que torne possível uma suposta paridade?
Ou a escolha indigesta exige uma inevitável opção?
Sobrevivia com este dilema astral
Hora vendo uma mão a preencher o meu vazio
Hora vendo uma tranquilidade nesta mesma solidão
Pesos mutáveis em uma balança de momentos e sentimentos
Ontem vi a lua, em uma praia simples de águas turvas
Ontem recordei que um dia já amei, sob suas claras areias
Ontem lembrei de minha casa, silenciosa e paciente a minha espera
Ontem encontrei o óbvio, em uma resposta salobra como o mar
Não existe liberdade que traga paz plena, sem o Amor
Não existe carinho que traga fim à carência, sem o Amor
O Amor verdadeiro traz liberdade por sentir carência
O Amor verdadeiro vence a carência em tons de liberdade
domingo, 11 de agosto de 2013
"Pai"
Primeiro, queremos um espermatozóide
Aquele mais robusto e presente perante milhões
Logo em seguida, queremos um marido
Um alicerce para nossa mãe tão insegura
Em pouco tempo, queremos um super-heroi
No mesmo porte daqueles dos desenhos e quadrinhos
Passam-se os anos, e queremos uma referência
A representação daquilo que imaginamos como futuro
Mais à frente, queremos um amigo
O apoio diante dos desafios sob nossos próprios pés
Não demora muito, e queremos um avô
Que possa dar barbas brancas à nossa continuidade
Ao final, todos queremos, mesmo, a completude de um Pai
Tudo bem, que nem sem sempre os momentos se completam, afinal...
Tem Pai que é apenas espermatozóide
Tem Pai que é apenas marido
Tem Pai que é apenas super-heroi
Tem Pai que é apenas referência
Tem Pai que é apenas amigo
Tem Pai que é apenas avô
Mas, o engraçado é que Pai nunca sai de moda em nossas vidas
Seja de gens ou de criação
Seja esposo ou padrasto
Seja fraco ou forte
Seja presente ou ausente
Seja sempre ou as vezes
Seja completo ou parcelado
Seja assim ou assado
O fundamental, mesmo, é ter e viver o máximo do que representa a palavra Pai
Aquele mais robusto e presente perante milhões
Logo em seguida, queremos um marido
Um alicerce para nossa mãe tão insegura
Em pouco tempo, queremos um super-heroi
No mesmo porte daqueles dos desenhos e quadrinhos
Passam-se os anos, e queremos uma referência
A representação daquilo que imaginamos como futuro
Mais à frente, queremos um amigo
O apoio diante dos desafios sob nossos próprios pés
Não demora muito, e queremos um avô
Que possa dar barbas brancas à nossa continuidade
Ao final, todos queremos, mesmo, a completude de um Pai
Tudo bem, que nem sem sempre os momentos se completam, afinal...
Tem Pai que é apenas espermatozóide
Tem Pai que é apenas marido
Tem Pai que é apenas super-heroi
Tem Pai que é apenas referência
Tem Pai que é apenas amigo
Tem Pai que é apenas avô
Mas, o engraçado é que Pai nunca sai de moda em nossas vidas
Seja de gens ou de criação
Seja esposo ou padrasto
Seja fraco ou forte
Seja presente ou ausente
Seja sempre ou as vezes
Seja completo ou parcelado
Seja assim ou assado
O fundamental, mesmo, é ter e viver o máximo do que representa a palavra Pai
sábado, 10 de agosto de 2013
"Primaveras"
Após longo e excitante verão, meu coração secou
Descolorido e inerte como os troncos do outono
Prostrado na vasta frieza de seu devastante inverno
Incertezas de um ciclo que insiste em não findar
Nos sucessivos insucessos das primaveras que se repetem
Perpetuando um desconhecido de sensações e estações
Descolorido e inerte como os troncos do outono
Prostrado na vasta frieza de seu devastante inverno
Incertezas de um ciclo que insiste em não findar
Nos sucessivos insucessos das primaveras que se repetem
Perpetuando um desconhecido de sensações e estações
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
"Chance"
Como antever o certo sem dar oportunidade ao incerto?
Como galgar o depois sem presenciar o agora?
Como ver o dia sem madrugar a noite?
Como julgar o desconhecido dar vez a sua presença?
Como ser feliz sem temer a infelicidade?
Como viver a realidade sem apostar no sonho?
Como conhecer o sim sem dar chance ao talvez?
Sem oportunidade, o incerto torna-se certo...
Sem presente, o depois torna-se agora...
Sem madrugada, a noite torna-se dia...
Sem vez, a presença torna-se desconhecida...
Sem medo, a infelicidade torna-se feliz...
Sem aposta, a realidade torna-se apenas um sonho...
Sem chance, o não reina absoluto e nada mais faz sentido...
Como galgar o depois sem presenciar o agora?
Como ver o dia sem madrugar a noite?
Como julgar o desconhecido dar vez a sua presença?
Como ser feliz sem temer a infelicidade?
Como viver a realidade sem apostar no sonho?
Como conhecer o sim sem dar chance ao talvez?
Sem oportunidade, o incerto torna-se certo...
Sem presente, o depois torna-se agora...
Sem madrugada, a noite torna-se dia...
Sem vez, a presença torna-se desconhecida...
Sem medo, a infelicidade torna-se feliz...
Sem aposta, a realidade torna-se apenas um sonho...
Sem chance, o não reina absoluto e nada mais faz sentido...
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
"Salto Alto"
Salto Alto... Se possível, agulha!
Nada, absolutamente nada, pode ser mais inebriante
Curvas em um perfil sob plena adoração
Contornos de um corpo exaltado em sua perfeição
Sábias as que acordam e adormecem nas pontas dos pés
Mesmo com todos os desconfortos e calos deste Santo Ofício
Afinal, é impossível não admitir a magia de uma panturrilha empinada
Além, claro, daquele empurrão em uma natureza as vezes não tão grata
Quão profunda minha admiração ao observar o bailar do corpo
Vestido no salto que salta aos olhos do meu desejo
Salto Alto, que jamais deixará meus devaneios em sossego
Impõe minhas saudações ao iluminado que um dia lhe concebeu
Nada, absolutamente nada, pode ser mais inebriante
Curvas em um perfil sob plena adoração
Contornos de um corpo exaltado em sua perfeição
Sábias as que acordam e adormecem nas pontas dos pés
Mesmo com todos os desconfortos e calos deste Santo Ofício
Afinal, é impossível não admitir a magia de uma panturrilha empinada
Além, claro, daquele empurrão em uma natureza as vezes não tão grata
Quão profunda minha admiração ao observar o bailar do corpo
Vestido no salto que salta aos olhos do meu desejo
Salto Alto, que jamais deixará meus devaneios em sossego
Impõe minhas saudações ao iluminado que um dia lhe concebeu
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