domingo, 19 de janeiro de 2014

"Intento"

Sem tempo...
Sem momento...
Sem intento...

O futuro sonhado em um dia
Paira neste presente de harmonia
Esperado e inesperado que não se adia
Rompantes sem medo ou covardia

Nem tempo...
Nem momento...
Nem intento...

O vento que soprou em profecia
Seu nome em uma porta que batia
Pura recompensa de um passado que vencia
Renovação em seus braços e companhia

Todo tempo...
Todo momento...
Todo intento...

Sem que nada afronte a velha filosofia
Quem sabe apenas ajustes na dita ideologia
Felicidade sempre com pés no chão da sabedoria
E claro, sem jamais esquecer a bela poesia

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

“Do Treze ao Catorze...”

Leveza em serenidade nas pontas dos cascos
Eis meu guia neste ano de pesos em tonelada
Nada nem ninguém diante do caminhar incerto
Capaz de trazer receio para uma reles parada

A escrita que calada me aguardava
Desembocou pelas palavras linhas afora
Contanto histórias e enredos passados
Cheios de sentimentos mais que presentes

Aprendizado contínuo diante das lições alheias
Prática diária inserida em contexto particular
Olhos e mãos na busca pelo futuro incerto
Mente e corpo a caça da almejada evolução

Do simples dígito a somar nas folhas do calendário
A mais um ciclo importante por concluir
Planos feitos, refeitos e desfeitos
Nada fora do planejamento em clichê

Surpresas e decepções mais que comuns
Não saindo do comum apenas a certeza incansável
Da felicidade plena em braços e abraços
Sejam no enlace da carne ou do vento

Saúde em convicção...
Família em solidez...
Trabalho em crescimento...
Amor em desfecho de chaves e ouros...

A 2013, desejo o sono merecido 
A 2014, almejo o despertar impetuoso 
Aos dois, logro o sentimento em completude
A todos Nós, restam os sinceros votos de Amor e Paz

sábado, 14 de dezembro de 2013

"Namaste"

Nada traduz a complexidade de uma tênue divisão
Quando o todo sequer possui linhas em separação
Cada qual tem seu espaço em momento únicos
Neste contexto livre de rígidas e impostas dimensões

Tudo bem, sentimento dado é responsabilidade cativada
Afinal, cada Ser entrega sua essência singular
Na ânsia da reciprocidade de um mero "Namaste"
Mas, todos tem vez... Que sabe, todos até de uma vez...

Calma! É hora de gerenciar as emoções
Transitar pelas vidas em comunhão
Unindo os laços e lados em sentimentos
Com todos os poros sincronizados e em pleno vapor
A exalar o mais sincero e puro Amor

Enfim, se me entendes, entrego estas palavras
Agora, se me confundes, resta a paciência
E até, se me julgas, fique com seu umbigo
Pior, se me desprezas, próximo, é fila que anda
Mas, se me amas, prepare-se, que lhe direi o meu segredo

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

"Zodíaco"

Era uma vez...
Um Aquário fechado em paredes rígidas
Alicerçadas pelos signos sem pé nem cabeça
Que desfilaram em seu zodíaco ainda por preencher
Tornando sua nova Era apenas vã filosofia

Mas, mesmo com todas as defesas e resistências
Aquariano não aceita solidão em companhia
Afinal, a carência é seu maior adjetivo astral
E, nem toda a sua intelectualidade em teoria
Conseguia convencer sua tamanha reclusão

Diante de todas as barreiras erguidas
Nada de roteiros falidos à mesmice
Longe em léguas de cotidianos em repetição
Nenhuma chance para futuros em contradição
Tudo a vista! Tudo a prova!

Aquariano gosta do desafio da diferença
O cara a cara sem contornos de meias palavras
Olhos esbugalhados na franqueza das atitudes
Lealdade sem medos ou preconceitos
Sem espaço para incertezas ao vento

Tempo que passa... Tempo que amadurece...
Enfim, o Aquário encontra sua balança
Nos pesos de uma bela e desconfiada libriana
Libra de antigas paqueras em único ângulo
Apenas no prisma do aquariano em admiração

Mas tudo tem seu momento em simples contexto
Nada é por acaso, até porque o acaso em nada consiste
Chegou a hora de fazer desta Libra algo especial
Mulher e menina que fazem jus a sua natureza zodiacal
Literalmente, delineada em seu pulso por pulsar

Libriana convicta em seu idealismo peculiar
Ao mesmo tempo, louca por braços que a suporte
Diante de suas inseguranças e receios a dar e vender
Muito bem maquiados em sua expressão segura
Firme em seu contraponto necessário

Libra e Aquário em rendição ao puro sentimento
Negativos que se curvam diante dos positivos
Signos opostos em perfeita sintonia
Longe dos paradigmas astrais do certo ou errado
Conquistas diárias em entrega à sutil e ardente paixão

Nada mais de incertezas seja qual for o vértice
Apenas certezas quaisquer sejam as estações 
Roteiro por escrever o "Felizes Para Sempre"
Ao aquariano, os pesos... À libriana, os braços...
Ao Zodíaco, um novo Amor...

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

"Apaixonante Insônia"

Permaneço a observar seu sono 
Espreitando seu olhar cerrado na escuridão
Na ânsia por alcançar o fim do pensamento
Curioso por entender toda sua completude

Seguro dentro da insegurança comum
Lanço minhas idéias em sua calmaria siciliana
Buscando as origens para todos os sentimentos
Respostas para tudo isto que sinto por ti

Acabo por constatar que jamais encontrarei
O quando... O como... O porquê...
E, cansado, mais uma vez te abraço
Em mais uma noite de apaixonante insônia

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

"Parado"

Parado diante do fato... 
Opto pelo recuo à minha insignificância
A qual, para mim, tanto significa
Assim, evito egos e umbigos
Quase sempre inflamados e enaltecidos 

Parado, não julgo... Parado, apenas observo...
Sigo na entrega aos dilemas de cabeceira
Sem receio ou medo dos seus desfechos
Dando o tom da minha incurável autenticidade
Transparência que traz, em mim, toda diferença

Parado, insisto... Parado, ratifico... 
E, contemplo o sussurro do aprendizado
Relembro as baixas de um tempo passado
Enalteço as vitórias de um presente arrastado
Reservo, ao dito futuro, o sonho do inesperado 

Se parado permanecerei?
Nem mesmo ainda sei
Na verdade, lhes confessarei
Que parado nunca estive
Apenas cansei de correr

terça-feira, 12 de novembro de 2013

"Sonho"

Certo dia, sonhei...
Hoje, acordei!
Mas logo percebi,
Que aquele sonho
Ainda estava a sonhar

Se quero dormir novamente?
Não sei...
Acordar, muito menos...
Vai que o sonho acabe por acabar?
Pior, e se um outro sonho vier a me dominar?

Seria bom? Seria ruim?
Melhor não arriscar
Afinal...
Sonhar não custa nada
Já clama o ditado popular

Uma hora, sei o despertador soará
Uma hora, o sono derrubar-me-á
E o que virá?
Uma nova realidade por viver
Quem sabe até um pesadelo por enfrentar

Mas quer saber, o importante é sonhar
Sonhos dentro de realidades
Realidades dentro de sonhos
Bons ou ruins, reais ou irreais, enfrento tudo!
Desde que você, aqui, esteja para compartilhar...