segunda-feira, 25 de novembro de 2013

"Parado"

Parado diante do fato... 
Opto pelo recuo à minha insignificância
A qual, para mim, tanto significa
Assim, evito egos e umbigos
Quase sempre inflamados e enaltecidos 

Parado, não julgo... Parado, apenas observo...
Sigo na entrega aos dilemas de cabeceira
Sem receio ou medo dos seus desfechos
Dando o tom da minha incurável autenticidade
Transparência que traz, em mim, toda diferença

Parado, insisto... Parado, ratifico... 
E, contemplo o sussurro do aprendizado
Relembro as baixas de um tempo passado
Enalteço as vitórias de um presente arrastado
Reservo, ao dito futuro, o sonho do inesperado 

Se parado permanecerei?
Nem mesmo ainda sei
Na verdade, lhes confessarei
Que parado nunca estive
Apenas cansei de correr

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