Parado diante do fato...
Opto pelo recuo à minha insignificância
A qual, para mim, tanto significa
Assim, evito egos e umbigos
Quase sempre inflamados e enaltecidos
Parado, não julgo... Parado, apenas observo...
Sigo na entrega aos dilemas de cabeceira
Sem receio ou medo dos seus desfechos
Dando o tom da minha incurável autenticidade
Transparência que traz, em mim, toda diferença
Parado, insisto... Parado, ratifico...
E, contemplo o sussurro do aprendizado
Relembro as baixas de um tempo passado
Enalteço as vitórias de um presente arrastado
Reservo, ao dito futuro, o sonho do inesperado
Se parado permanecerei?
Nem mesmo ainda sei
Na verdade, lhes confessarei
Que parado nunca estive
Apenas cansei de correr
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