Aquele velho rádio de costume sempre ao pé do ouvido
Ritual rotineiro e imperceptível por executar
Tarefa sem maiores pretensões em seu tom melancólico
Mais um dia normal a seguir e acordar
Eis que, literalmente em Flash Back, ouço uma canção inocente
Sorrateira, tocando suavemente em sua despretensão envolvente
Imediata foi minha volta em tempo e momento
Um mero hit, que nem mesmo um dia se quer foi sucesso
Mas que trouxe de volta melodias em meu Hit Parede
Tamanha foi a viagem que me fez o sono passar
Inúmeras sensações que a porta do banheiro desejavam derrubar
Invadindo a inquietude daquela pobre fechadura cerrada
Meu pobre cavanhaque quase não consegui delinear
E inevitável, mesmo, foi em minha vã filosofia não filosofar
Qual o maior desafio da ciência humana? Pensei comigo...
Será um dia possível controlar a cronologia do tempo?
Algum mecanismo inovador que nos remeta ao passado?
Mas enfim...
Porque o Homem ainda perde seu próprio tempo pensando no tempo?
Afinal, tal máquina, ferramenta ou mecanismo já está entre nós
Seguindo silencioso e presente em nosso dia-a-dia
Em paradoxo de silêncio ao som de uma bela canção
Algo simples, mas que acabei por experimentar
Algo palpável, mas que acabei por notar
Viajei em tempo e espaço em uma simples melodia
E nem mesmo com a física precisei duelar
Mas, quem nunca reviveu aquele momento ao ouvir um simples arranjo?
Quantos nunca desejaram ver sua vida, em um clipe, contar?
Jogue a primeira pedra aquele que nunca disse "Minha música irei colocar..."
Música, música, música... Em seus tons e diversidades...
A mais bela concepção de ciência e arte em plenitude
Penetrante ao fechar dos olhos e dimensões
Refrões que nos permitem reviver ínfimas sensações e sentimentos
Desafiando seja qual for o tempo onde estejam guardados por tocar
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