sexta-feira, 4 de outubro de 2013

“Serena Neutralidade”

Cada nada representa mais que um tudo
Quando se busca a neutralidade em plenitude
Rever aquelas fotos forçadas e perdidas em um dia sofrido
Tem a mesma importância diante dos álbuns de fachada
Expressões forjadas em sorrisos rodeados
Escondendo lágrimas ainda por enxugar
E enxuto é este mesmo sorriso
Que espera novas lágrimas apenas por secar

Estar bem, quando se está mal
E porque não, estar mal quando se está bem
Completude diante de uma incompletude madura
Completa apenas com o ponto imutável e despretensioso
O neutro e sua origem sem balanços
Ser neutro, não necessariamente com sinônimo de frieza
Ser sereno, mas jamais vestindo a inércia da indiferença
Apenas interpretar, resumir e seguir... O bom ou o ruim...

Neutralidade que, em vice-versa, trás a serenidade intangível
Choros e sorrisos unidos ou não, sejam por dentro ou por fora
Tudo diante do dito acaso casual ou planejado
Acasos de leões, paixões e jargões
Algo por vir, por viver, por ganhar e por perder
Só peço que o acaso não se encabule, e persista
Se aprochegue sem medos ou desconfianças
Só não se esqueça de trazer consigo seus nadas e seus tudos

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